Impulsionar o crescimento através da inovação?

Buscar o crescimento através da inovação requer um equilíbrio delicado: os líderes devem antecipar as mudanças e agir com o futuro em mente, continuando a produzir resultados reais todos os dias. Eles devem ver os disruptores do mercado não como obstáculos, mas como oportunidades para encontrar novas maneiras de resolver problemas e criar valor. Devem, também, ter implementadas estratégias e ferramentas de inovação que permitam uma resposta rápida às ameaças e oportunidades disruptivas. Parece complexo!

Se você é um executivo, pode estar com dificuldades para gerenciar os esforços de inovação da sua empresa e produzir os resultados que imaginou. Se você está liderando um projeto de inovação, talvez esteja achando difícil reunir o suporte necessário da equipe de gestão. Em ambos os casos, você não está sozinho. Muitos líderes empresariais bem-sucedidos e bem-intencionados se veem frustrados na busca pela inovação.

Aqui estão quatro das principais decisões que as empresas mais bem-sucedidas adotaram para prosperar:

1. Ter uma estratégia clara de inovação alinhada à estratégia de crescimento geral da empresa

A inovação continua sendo uma tarefa frustrante em muitas empresas porque as iniciativas frequentemente fracassam e os inovadores bem-sucedidos têm dificuldade em sustentar seu desempenho – como Polaroid, Nokia, Sun Microsystems, Yahoo, Hewlett-Packard e inúmeras outras empresas descobriram.

Por que é tão difícil construir e manter a capacidade de inovar? As razões são muito mais profundas do que a causa comumente citada:  falha na execução. O problema está enraizado na falta de uma estratégia de inovação.

Uma estratégia nada mais é do que um compromisso com um conjunto de políticas ou comportamentos coerentes, que se reforçam mutuamente, destinados a alcançar um objetivo competitivo específico. Boas estratégias promovem o alinhamento entre diversos grupos dentro de uma organização, esclarecem objetivos e prioridades e ajudam a concentrar esforços em torno deles.

As empresas definem regularmente sua estratégia geral de negócios (seu escopo e posicionamento) e especificam como as várias funções – marketing, operações, finanças e P & D – irão apoiá-la. Mas, durante muitos anos estudando e consultando empresas dos mais variados tipos, descobrimos que elas raramente articulam seus esforços de inovação em uma estratégia clara, alinhada com a estratégia geral de negócios.

Sem uma estratégia, os esforços de aprimoramento da inovação podem facilmente se tornar um mero conjunto de práticas recomendadas: ter equipes de P & D autônomas e descentralizadas, promover a inovação aberta e o crowdsourcing, colaborar com clientes e implementar prototipagem rápida, para citar apenas alguns. Não há nada de errado com qualquer uma dessas práticas em si. O problema é que a capacidade de inovar de uma organização deriva de um sistema de inovação: um conjunto coerente de processos e estruturas interdependentes que dita como a empresa busca novos problemas e soluções, sintetiza ideias, converte-as em projetos e seleciona quais serão financiados.

Toda prática requer uma série de mudanças na organização. Uma empresa que adota práticas de forma isolada, sem uma estratégia de inovação integrada aos objetivos de negócio, não conseguirá implementar de forma efetiva essas mudanças por não ter um verdadeiro sistema de inovação.

2. A organização deve ter uma definição compartilhada do que significa inovação

Um líder, normalmente o CEO, demanda inovação na sua organização. E todos correm para “inovar” interpretando o que isso significa e aplicando à sua situação. Isto implica que em qualquer empresa várias coisas “inovadoras” acontecem simultaneamente:

  • Ideias antigas e esquecidas no limbo são reformuladas como “inovadoras”;
  • Qualquer pequena alteração em um produto ou serviço existente é rotulada como “inovação”;
  • Uma ideia completamente irracional e disruptiva é justificada com base no fato de ser “inovadora”.

Assim, ​tudo se torna “inovador”, quando na verdade, não é.

Se a inovação é nova, incomum e incerta, repleta de mudanças e riscos, uma organização não deveria fazer todo o possível para reduzir a incerteza, eliminar o risco por meio de uma definição clara, linguagem consistente e comunicação constante?

Você deve pensar que essa é norma, mas a maioria das organizações que tenta inovar não prioriza essas ações, e não imagina o quanto a boa comunicação impacta nas barreiras à inovação, no modo existente de fazer negócios e na poderosa, mas intangível, cultura de inovação corporativa.

Isso pode parecer óbvio, mas a menos que todos os membros de uma organização – independentemente do cargo – considerem a inovação como parte de seu trabalho, não haverá reais avanços e crescimento.

3. Conectar os silos e criar uma perspectiva colaborativa entre os líderes responsáveis pelo processo de inovação e todo o restante do negócio

Ninguém gosta de um silo. Essas estruturas insulares restringem o fluxo de informações, o que dificultando a coordenação de ações e a adaptação à mudança. Portanto, não deve ser surpresa que os gestores tentem quebrar os silos sempre que podem.

O problema é que, quando você reorganiza para quebrar um tipo de silo, inevitavelmente cria outros. Se sua empresa estiver organizada em torno de grupos funcionais, você seguramente perde colaboração multi-disciplinar . Mas quando você reorganiza para se concentrar em grupos multi-disciplinares por produto, por exemplo, você perde a qualidade da colaboração intra-funcional.

A solução não é tentar eliminar silos, que são inevitáveis e muitas vezes trazem benefícios, mas sim conectá-los efetivamente. No entanto, é mais fácil falar do que fazer. Como Chris Fussell explica em seu livro “Uma Missão”, precisamos reinventar a forma como as organizações funcionam e aprender a pensar em rede. Fussell ressalta ainda que em uma era de mudanças exponenciais, precisamos criar novas conexões em tempo real à medida que uma situação se desenvolve, e isso pode se tornar possível graças à tecnologia. Dessa forma as organizações podem criar as conexões necessárias entre funções, países, unidades de negocio, etc… necessárias a inovação bem-sucedida.

4. Acelerar a inovação com um olhar para dentro e para fora da organização

Uma organização que aprende – de acordo com especialistas da HBR – Harvard Business Review – é uma organização qualificada para criar, adquirir e transferir conhecimento e modificar seu comportamento para integrar seus aprendizados.

Essa definição começa com uma verdade simples: novas ideias são essenciais para que a aprendizagem ocorra. Às vezes elas são criados do zero, através de flashes de criatividade; outras vezes chegam de fora da organização. Elas são o gatilho para o aprimoramento organizacional; mas para isso é necessário promover a busca de insights dentro e fora da empresa.

Há muitas maneiras pelas quais a busca por ideias externas pode ser benéfica para a inovação. No entanto, estudos recentes de Linus Dahalander e Siobhan O’Mahony sugerem que não se pode atribuir benefícios à exploração de soluções externas sem considerar os custos da oportunidade. O tempo olhando para fora da empresa implica menos tempo para aprender sobre as necessidades internas.

As empresas podem mitigar esses custos encorajando os funcionários a passarem tempo trabalhando em conjunto com seus colegas internos, enquanto desenvolvem seus relacionamentos externos para impulsionar a inovação na empresa. Além disso, podem implementar sistemas e processos que simplifiquem essas atividades. Dessa forma, as empresas podem gerenciar seu aprendizado de forma mais eficaz, atendendo à necessidade de mobilização rápida para gerar vantagem competitiva.

Quando esses imperativos são  colocados em prática, é fundamental ter o apoio do topo, com os líderes comunicando a mensagem de que intensificar a busca de ideias inovadoras que impacte os resultados não é apenas encorajada, mas será recompensada.

Dessa forma, a inovação não se torna uma capacidade autônoma, mas um sistema que é adotado pelos indivíduos, pelas equipes e pela organização como um todo, para se tornar uma alavanca de crescimento real para a empresa.

Se você deseja saber mais sobre o que a inovação pode fazer por seus negócios, conheça a Luztr.

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