O que a colaboração (quando usada de forma eficiente) pode fazer pela sua empresa

A busca pelo espírito de colaboração está alcançando todas as instituições e cada vez mais líderes procuram essa habilidade para compor suas equipes. O Financial Times entrevistou 70 empregadores de todo o mundo para aprender o que os gerentes querem quando montam seus times. Três das cinco habilidades mais demandadas foram: a capacidade de trabalhar em equipe; trabalhar com uma ampla variedade de pessoas; e a capacidade de construir, sustentar e expandir uma rede de colaboração.

Mas por que estas habilidades são tão cobiçadas? Porque toda a organização se beneficia das habilidades colaborativas de seu pessoal, assim como a própria equipe. Aprender a colaborar faz parte do processo para ganhar eficácia, aumentar a capacidade de resolução de problemas e de aprendizagem, além de promover a inovação em uma economia cada vez mais conectada.

Podemos ainda citar mais algumas vantagens da colaboração:

  • Geração mais rápida de ideias diversificadas e de melhor qualidade;
  • Compartilhamento de custos e riscos;
  • Conexão de silos;
  • Melhor engajamento dos funcionários;
  • Maior satisfação e retenção dos clientes;
  • Reforço da competitividade.

Não conseguimos imaginar tentar alcançar o mesmo nível de resultados de outra maneira. Mas dito isto, deixada sem controle, a colaboração tem o potencial de dar errado. Além dos altos níveis de confiança que esse relacionamento requer, ele também precisa de enormes níveis de comprometimento de todas as partes envolvidas.

Apesar de reconhecer os benefícios positivos, Rob Cross, professor na Babson College e colaborador da HBR, diz que uma estrutura organizacional colaborativa mal gerenciada pode reduzir o tempo e os recursos das pessoas. Na verdade, em muitas empresas, as pessoas passam 80% do tempo em reuniões, no telefone e respondendo a e-mails. Isso pode sobrecarregar os funcionários e, muitas vezes,  torná-los ineficazes. 

Os recursos pessoais, como tempo e energia, costumam ser a demanda padrão quando as pessoas procuram colaborar. Ao invés de pedir recursos informacionais (conhecimento e habilidades) ou sociais (trabalho em rede) específicos – ou, melhor ainda, pesquisar em repositórios existentes, como relatórios ou bibliotecas de conhecimento -, as pessoas solicitam assistência prática que talvez nem precisem.

Gostamos deste conselho de Lisa Bodell, CEO da Future Think: Incentive os funcionários a trabalhar de maneira mais inteligente – não mais difícil – recompensando coletivamente as equipes que reduzem processos, relatórios ou documentos desnecessários. Logo, embora encorajar uma cultura de trabalho colaborativa traga benefícios, é importante que sejam estabelecidas algumas regras básicas.

É importante comunicar a meta de um trabalho inteligente a todos da organização. E, para tornar mais fácil para as pessoas agirem de forma eficaz, incentive toda a equipe a utilizar tecnologias de compartilhamento de informações e recursos – um lugar comum, que, mesmo colaborativo, dê embasamento e autonomia para que as pessoas tomem decisões sem precisar consultar diretamente a equipe.

Outro ponto pertinente aqui é o reconhecimento de uma colaboração eficaz. Líderes frequentemente esperam por A (colaboração) e recompensam por B (conquista individual). O ideal é aprender a identificar e recompensar pessoas que as duas coisas. Tome como exemplo os jogadores de futebol, basquete e hóquei: eles são avaliados não apenas pelos seus gols e pontos, mas também pelo número de assistências que fizeram. Nas organizações a dinâmica deve ser a mesma. 

A colaboração é, de fato, a resposta para muitos dos desafios de negócios mais urgentes da atualidade, mas deve ser bem aplicada. É papel dos líderes aprender a reconhecer, promover e distribuir eficientemente os tipos certos de trabalho colaborativo. Dessa forma, eliminamos a dispensável (e fomentaremos a eficaz) colaboração.

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